29 setembro 2008

Baralho Personalizado por Designers




Uma comunidade de designers, cartas de baralho como "tela" e uma competição. Essa é a combinação do site Custom 52, que propõe uma disputa bem diferente de outros games online. O design mais votado leva.
O jogo funciona mais ou menos assim:

Não custa nada para submeter um design para o baralho, que é chamado de ciclo na competição. Quando um número suficiente de designs é submetido, o ciclo fecha e a votação pública começa. Os designs mais votados para cada carta serão impressos em um baralho produzido para venda.
Além de você ter a chance de mostrar o seu trabalho de um jeito diferente, você ainda pode receber um baralho na sua casa de graça se ficar entre os 5 designers mais votados.

Legal, né? Se você também achou, as inscrições para o Ciclo III estão abertas. Mais informações sobre como participar aqui.

Já participou ou vai participar da competição? Conta aí!

12 agosto 2008

Paizão fotógrafo



Em homenagem ao Dia dos Pais, que foi dia 10 de agosto, quero apresentar as fotos do fotógrafo espanhol Jaime Monfort. Ele tira as fotos mais fofas das duas filhinhas lindas que ele tem.
Quem dera eu tivesse um paizão fotógrafo como ele pra ter um álbum da minha infância lindo desse jeito!

31 janeiro 2008

Kit Kat: Ultime Break



A animação faz parte da campanha publicitária de lançamento da nova receita do chocolate Kit Kat. Além do vídeo (produzido para veiculação na Tv francesa), foram feitas ações na internet e na rua, e também uma promoção que chamou a atenção pra caramba: 400 mil euros em prêmios, 12 passeios em aviões a jato e 2 viagens ao espaço.

A propaganda é longa, mas você vai acabar assintindo ela de novo depois que terminar!



english version

The animation is part of a publicity campaign for the new Kit Kat chocolat recipe. Besides the video (produced to french Tv), there were actions online and on the street, and also a promotion that got a lot of attention: 400 thousand euros in prizes, 12 rides on a jet plane and two trips to space.

The add is long, but youre gonna end up watching it again when it's over!



Advertising Agency: JWT Paris, France
Creative Directors: Ghislain de Villoutreys, Olivier Courtemanche, Xavier Beauregard
Art Director: Xavier Beauregard
Copywriter: Hadi Hassan
Assistant Art Director: Yan-Gaël Cobigo
TV Producer: Elisabeth Boitte
Producer: Akama
Pruduction company: Wanda
Music: Xavier Berthelot

17 janeiro 2008

Mostra Tazio Secchiaroli - O Cinema no Olhar





fonte: fotosite.terra.com.br

Por suas lentes passaram os diretores Charlie Chaplin, Antonioni, Sergio Leone, Mario Monicelli, Lucchino Visconti e Vittorio De Sica. Considerado fotógrafo de confiança e pessoal dos atores Sophia Loren e Marcello Mastroianni, registrou ainda os sets de filmagem de alguns filmes de Fellini, como "8 ½", "Cidade das Mulheres" e "Amarcord". Parte destas fotografias poderão ser vistas na Galeria da Caixa, em Curitiba, na mostra Tazio Secchiaroli - O Cinema no Olhar, uma homenagem aos 30 anos de carreira do fotógrafo italiano falecido em 1998, aos 73 anos.

Paparazzo - Considerado o primeiro paparazzo da história, Secchiaroli foi mais longe e registrou flagrantes das estrelas que passaram pelos estúdios de Cinecittá, em Roma. Entre as 60 fotografias da mostra, estão imagens de algumas delas: Ava Gardner, Bette Davis, Brigitte Bardot, Ursula Andress, Silvana Mangano, Tony Curtis, Peter Sellers, entre outras. As fotos pertencem ao "Archivio Tazio Secchiaroli", dirigido pelo filho do fotógrafo, David Secchiaroli, que virá ao Brasil para a abertura da exposição.



Serviço
Onde: Curitiba - PR
Galeria da Caixa
Rua Conselheiro Laurindo, 280 - Centro
Quando: de 15/01/2008 à 09/03/2008
terça à quinta das 10h às 19 horas; sexta à domingo das 10h às 21 horas.

16 janeiro 2008

Campanha Publicitária da Associação de Doenças Mentais do Canadá



Uma a cada cinco pessoas será afetada por doenças mentais. Divulgar essa estatística e combater o estigma negativo ligado à doença foi o objetivo da Associação de Doenças Mentais do Canadá. Procurando educar o público a agência canadense MacLaren McCann Calgary foi contrada para desenvolver a campanha.

"Nós pensamos que a estatística '1 em 5' soava como as chances de uma aposta, e como de repente qualquer pessoa pode ser afetada por isso, é mais ou menos como uma loteria (só que uma que você não gostaria de ganhar). Milhares de bilhetes foram deixados em edifícios empresariais, praças de alimentação e shoppings, para que as pessoas os encontrassem, raspassem e aprendessem".


Diretor Criativo: Mike Meadus
Diretor de Arte: Brad Connell & Kelsey Horne
Publicado: Novembro de 2007

09 janeiro 2008

Fotógrafa amadora




Encontrei o álbum desta fotógrafa amadora perambulando pelo Flickr esses tempos. Ela tem 22 anos, é alemã, mas mora nos Estados Unidos, e está fazendo mestrado em Fotografia e Design Gráfico. Viciei nela!

Ela curte fazer auto-retratos super produzidos e tratar bastante as fotos, mas não acho que fiquem forçados. As fotos são lindas, e ela também. Essa é uma prova do que eu defendi no meu Trabalho de Conclusão de Curso: amadorismo - como prática sem remuneração - não é sinônimo de foto mal tirada. Recomendo!

08 janeiro 2008

Faça o seu outdoor



Outdoor Online é um site de links, que ao invés de mostrar esses links em grandes blocos de texto, como muitos diretórios, faz uma exposição de outdoors. Lá, qualquer pessoa pode publicar seu outdoor e divulgar seu site. E é de graça.

Passeando pelas "ruas" do site (tem a rua dos blogs, das empresas e do you tube, por exemplo) é legal ver como as pessoas constroem seus outdoors. O layout da página também é bem bacana: asfalto, faixa de pedestres, relógio de rua, muro pichado, céu com nuvens em movimento...tudo muito bem feito. A "iluminação" da rua varia de acordo com o horário - a noite o céu fica escuro e as luzes dos outodoors se acendem.

Pra publicar o outdoor é fácil: vá ao "clique e envie seu outdoor!" no lado direito da página, preencha os campos, faça o upload da imagem que deseja (que deve ter exatos 400 x 130px) e aguarde aprovação - geralmente leva menos de 24hs. Prontinho!

O outdoor da "A tal da foto publicitária" está lá. E até agora recebeu 25 cliques.



english version


Make your billboard

Outdoor Online is a brazilian link site, that instead of showing these links in a big text block, like most directories, exposes billboards. There, anybody can publish a billboard and publicize a website. And it’s for free.

Walking by the site “streets” (there is the blogs, companies and you tube street, for example) it’s cool to check how people build their billboards. The page layout looks great too: asphalt, pedestrian crossing lane, street clock, brassed walls, sky with moving clouds…everything well done. The street ilumination changes through according to daytime – blue sky and clouds during the day, stars and street lights on during the night.

To publish the billboard is very easy: go to “clique e envie seu outdoor!” on the right side of the page, fill the form (name, e-mail, title, link, choose your street), then upload a image for the billboard (that must have 400 x 130px exactly) and wait for approval – usually it takes less than 24h. Done!

The “A tal da foto publicitária” billboard is there. And it got 25 clicks so far.

20 dezembro 2007

Campanha Diesel: Proteja Seus Olhos




Miami Ad School, São Paulo, Brasil
Diretor de Arte: Pedro Henrique Fernandes

19 dezembro 2007

Por que as pessoas fotografam?


Durante meu Trabalho de Conclusão de Curso de Comunicação Social, sobre fotografia amadora, uma parte da pesquisa foi sobre a necessidade de fotografar. Resolvi expôr aqui algumas considerações interessantes que encontrei. Claro que os motivos que levam a fotografia pubçicitária são outros, estas são considerações sobre a fotografia sem retorno financeiro.

Um dos motivos parece ser a insuficiência da vivência. Se torna necessária a captura dela para que não seja esquecida. Barthes disse: “a fotografia me dava um sentido tão seguro quanto a lembrança” (1980, p.104). Contra este escurecimento, guardam-se fragmentos de vida para que, um dia, possa-se olhar todos aqueles pedaços de papel e tornar capaz a remontagem de histórias da maneira que convém.

“Esquematicamente, a intenção do fotógrafo é esta: 1. codificar, em forma de imagens, os conceitos que tem na memória; 2. servir-se do aparelho para tanto; 3. fazer com que tais imagens sirvam de modelos para outros homens; 4. fixar tais imagens para sempre. Resumindo: a intenção é a de eternizar seus conceitos em forma de imagens acessíveis a outros, a fim de se eternizar nos outros”.
Flusser , 1983, p.41

12 dezembro 2007

Óculos Milagrosos





Da Agência DeVito/Verdi (USA) para empresa For Eyes.

Campanha Dia Mundial da Aids



Agência: The Aid Agency, Copenhagen, Dinamarca
Diretor de criação: Andrew Smart
Diretor de arte: Rasmus Sigvaldi
Copywriters: Andrew Smart, Rasmus Sigvaldi
Fotógrafo: Rasmus Sigvaldi
Flyer Copy: Pia Rathsach
Flyer Foto: Anne Mie Dreves
Publicado: Dezembro de 2007

07 dezembro 2007

Sobre pintura e agenda cultural


O street artist inglês Julian Beever, conhecido pelas incríveis pinturas em 3D que realiza pelas ruas em todo o mundo, estará em Curitiba - PR.

A intervenção de Beever acontece na Praça Rui Barbosa, além da participação dos artistas locais em diversos endereços da cidade.

Não encontrei informações sobre os "diversos endereços", mas a programação da Praça Rui Barbosa tá aí ó:


Dia 06/12, das 15h às 18h (já foi né. desculpa gente!)
Dia 07/12, das 9h às 14h
Dia 08/12, das 14h às 16h
Dia 09/12, das 10h às 18h

26 novembro 2007

Sobre fotografia amadora

Making off da entrevista com a Adriane Pevezzan. Desde 2004 ela é a modelo e seu marido, Dennison de Oliveira, o fotógrafo do fotolog chamado Drika Cage Projekt. Essa entrevista faz parte de um documentário audiovisual sobre fotografia amadora, que, se tudo der certo, vai me render o título de Comunicóloga ;)

Logo eu coloco o vídeo na íntegra aqui. A banca tá chegando!

24 agosto 2007

Campanha publicitária Pepsi



Desenvolvida pela agência Macacolândia. No site dá pra baixar layouts, storyboards, personagens. Bem bacana!

19 julho 2007

Comercial Evolução da Dove



É...produção e Photoshop são tudo na fotografia publicitária.

22 junho 2007

Ipod nos anos 50

"20 minutes of music anywhere"
Chique, não!?

Fotografia conquista publicidade só nos anos 40

A partir de 1930, agências publicitárias estrangeiras começaram a chegar no Brasil, principalmente em São Paulo. A ilustração a traço, que dominava a publicidade brasileira até então, começou a perder forças.

O problema é que os fotógrafos ainda não eram especializados, cobriam jobs ou pautas de diversos campos. As agências, então, importavam imagens dos Estados Unidos.

“Foi realmente na década de 1940 que começou a haver um espaço um pouco mais consolidado para a fotografia no campo da propaganda, e fotógrafos como Chico Albuquerque, Peter Scheier e Hans Gunter Flieg, Becherini firmaram-se na área. Sem dúvida, influiu neste quadro a chegada de profissionais estrangeiros, já iniciados na modernidade européia, que vinham ao Brasil refugiados do nazismo e da Guerra”, segundo a jornalista Daniela Palma.

14 junho 2007

O retrato como foto publicitária


O retrato foi o primeiro gênero fotográfico incorporado de maneira sistemática à propaganda nas primeiras décadas do século XX. A publicidade testemunhal, que consiste na utilização da imagem de uma personalidade para recomendar o uso do produto, foi muito utilizada nessa época.

Os retratos, que mostravam apenas poses rígidas, não eram pensados em termos de uma linguagem publicitária mais articulada. Então, apesar da imagem fotográfica ter ganhado um pequeno espaço na publicidade, tinha um caráter meramente ilustrativo e um padrão de qualidade muito desigual.

13 junho 2007

Publicidade influenciada pela Art Nouveau



De 1890 a 1910 o principal modelo estético da publicidade era o Art Nouveau, que objetivava agregar valor “criativo” por meio da ornamentação. Assim, cartazes, embalagens, folhetos e anúncios apresentavam os produtos entre sedutoras figuras femininas com suas longas cabeleiras esvoaçantes, tecidos drapeados e ornamentos em forma de flores, mosaicos, pássaros, estrelas.

“A imagem fotográfica, nesse contexto, parecia pouco ‘criativa’ e nada ‘artística’ para se sobrepor à ilustração a traço”, segundo a jornalista Daniela Palma.

24 maio 2007

No Brasil a foto publicitária seguia as evoluções do jornalismo

No Brasil os primeiros escritórios dedicados a “distribuir anúncios” para os jornais, começaram a surgir a partir de, aproximadamente, 1914, com a casa paulistana Castaldi & Bennaton (que se transformou em A Eclética). Antes disso, as atividades publicitárias estavam ligadas aos próprios jornais e revistas: funções que iam do agenciador de anúncios até escritores e artistas.

“Assim, as novidades técnicas e as soluções para o emprego de novas linguagens seguiam as transformações editoriais no campo jornalístico e, muitas vezes, a passos mais curtos” (Daniela Palma, 2005).

A recusa da fotografia pela publicidade no século XIX



A propaganda custou a adotar a fotografia. Apesar da impressão fotográfica ser possível desde 1880, quando apareceu o processo de impressão halftone, a utilização da fotografia pela publicidade não aconteceu na seqüência.

“A recusa à fotografia pelos publicitários se dava nas duas pontas: se por um lado, ela era técnica demais para alcançar a fruição artística do desenho, por outro, não tinha a precisão do traço para a reprodução dos detalhes técnicos na impressão, já que as imagens ficavam ainda muito reticuladas.

Assim, o uso da fotografia na propaganda do século XIX foi bastante irrisório, tanto na Europa e Estados Unidos, como também no Brasil. Basicamente, a imagem fotográfica continuava a servir, na publicidade e na cobertura jornalística, à mesma finalidade de antes do desenvolvimento do meio-tom, ou seja, como referência para a produção de gravuras” (Daniela Palma, 2005).

17 maio 2007

Vídeo sobre a história da fotografia

Vídeo tape sobre uma exposição de fotos no Museu de Arte Moderna em São Paulo, que conta a história da fotografia.

11 maio 2007

História da fotografia: a descoberta isolada do Brasil



O termo ‘photographia’ foi empregado no Brasil pelo francês Antoine Hercule Romualdo Florence. Ele chegou ao Brasil em 1824 e foi o pioneiro nos estudos sobre a sensibilidade de determinadas substâncias químicas à luz.

Em 1832, diante da necessidade de uma oficina impressora, Florence inventou seu próprio meio de impressão: a Polygraphie, que consistia na reprodução por meio da luz do sol. Um ano depois ele fotografou através da câmera escura com uma chapa de vidro e usou um papel sensibilizado para a impressão por contato.

Totalmente isolado e sem conhecimento do que realizavam seus contemporâneos europeus - Niépce, Daguerre e Talbot - Florence obteve o resultado fotográfico.

10 maio 2007

História da Fotografia: daguerrótipo



Reza a lenda que num belo dia...
Daguerre estava manipulando uma chapa revestida com prata e sensibilizada com iodeto de prata, que não apresentava nenhum traço de imagem. No dia seguinte, misteriosamente a chapa revelou formas difusas. Estava criada a lenda: o vapor de mercúrio proveniente de um termômetro quebrado teria sido o misterioso agente revelador.

Fato é que a experiência foi desenvolvida e dois anos após a morte de Niépce, em 1839, Daguerre descobriu que uma imagem quase invisível podia revelar-se com o vapor de mercúrio. Reduziu, assim, de horas para minutos o tempo de exposição.

Com o surgimento do daguerrótipo, como a descoberta foi nomeada, a busca pela perfeição representativa foi incansável. De acordo com MACHADO (1984, p. 27):

“Do daguerrótipo passamos ao calótipo e à impressão direta em papel branco; da película preta e branca às viragens e depois à representação em cores: da foto plana à estereoscopia e ao holograma; da foto fixa ao cinema. Depois, do cinema mudo ao sistema sonoro, do cinema plano ao cinema em três dimensões, da tela quadrada à tela aberta em “Cinemascope”, “Amplavision” e em 180 graus”.

09 maio 2007

História da Fotografia: tempo de exposição da chapa e dos modelos



Já imaginou ter que posar pra uma foto por...10 horas? Pois é, esse foi o tempo que levou para uma das primeiras fotografias da história ser realizada. Utilizando betume da Judéia, um asfalto natural, Niépce fotografou um telhado visto do seu laboratório e casa. Tudo bem, nesse caso foi só um telhado. Mas pessoas também tiveram que ficar estáticas por horas a fio.


Essa imobilidade era obtida por meio de verdadeiras ‘torturas’: a pessoa fotografada era sustentada com a ajuda de cadeiras especiais, que tinham pinças para segurar a cabeça dos modelos durante o tempo necessário de exposição.

A superação desse problema ocorreu em meados de 1941 com a descoberta de substâncias aceleradoras. Graças a essas novas substâncias químicas, foi diminuído o tempo de exposição da chapa e dos modelos, que não precisavam sustentar poses tão artificiais e desconfortáveis. Ufa!


História da Fotografia: sal de prata e câmera escura



A história da fotografia tem início em 1727, com a descoberta do elemento fotoquímico sal de prata – ainda utilizado na realização da fotografia. A primeira tentativa de registro fotográfico foi de Thomaz Wedgood, ao sensibilizar o papel exposto com sal de prata pouco antes de 1800.

O físico francês Joseph Nicéphore Niépce foi pioneiro ao obter uma verdadeira foto. A experiência foi o primeiro passo prático para a fotografia em toda a Europa, possibilitando combinar a chapa fotossensível (filme) e a câmera escura (máquina fotográfica).

Por essa câmera a visão dá-se por meio de um único olho, correspondente a um único ponto de fuga. Diferente da nossa percepção tridimensional de dois olhos que vêem partes diferentes dos objetos, permitindo-nos enxergar volume e profundidade.

Em princípio, a fotografia é o resultado da união de dois fenômenos: um de ordem física, a câmara escura, e outro de ordem química, a característica fotossensível dos sais de prata, mas a utilização da mesma variou desde a sua descoberta.

02 maio 2007

Foto publicitária: fotógrafo da área fala sobre a relação entre imagem e realidade



Essa definição de fotografia está situada no início da linha do tempo esboçada por Dubois, como se esse primeiro olhar ingênuo houvesse sido superado. Porém, em entrevistas ao jornalista Evaldo Mocarzel e ao cineasta Simonetta Perchetti (compiladas no livro “Imagens da Fotografia Brasileira”), fotógrafos brasileiros contemporâneos expõem opiniões diversas.

João Urban, que começou a fotografar profissionalmente na área de publicidade em 1969 e na área documental em 1977, fala sobre sua mudança de concepção da relação do real com a foto:

"Antigamente acreditava que buscava a foto-verdade, uma imagem que fosse a reprodução da realidade. Hoje vejo que não é bem assim. Meu trabalho sobre os bóias-frias (foto) é a minha idealização do bóia-fria. Percebo que o conteúdo de realidade fica constrangido pela minha visão particular desse personagem. É assim com cada fotógrafo. Meu bóia-fria é diferente do que está no trabalho da Nair Benedicto, é diferente daquele do Sebastião Salgado. Mas todos são bóias-frias. Então, a fotografia documental não existe sozinha, nem é isenta de comentário pessoal de cada fotógrafo. É uma gota de realidade".



english version

Publicity photo: photographer talks about the relation between image and reality

This photography definition is on the beginning of the time line sketched by Dubois (like this first ingenuous look had been overcomed). However, in enterview to the journalist Evaldo Mocarzel and to the moviemaker Simonetta Perchetti (collected in the book Images of Brazilian Photography), brazilian photographers show different opinions.

João Urban, that began to take pictures professionally in publicity area in 1969 and in the documental area in 1977, talks about the relation between photography and reality conception:

“In the old days I used to believe I was seeking the photo truth, an image that was the reality reproduction. Today I see is not quite like that. My work about the brazilian country worker (picture) is my idealization of the cowntry worker. I notice that the reality contenct is restricted by my own vision of this character. It’s like this with each photographer. My country worker is different than the one in Nair Benedicto work, it’s different than the one of Sebastião Salgado. But they all are country workers. So, the documental photography doesn’t exist by itself, neither is free of each photographer commentary. It’s a drop of reality”.

01 maio 2007

Representação da realidade X Foto publicitária




A relação da imagem com a realidade começou a ser discutida no século XIX e diferentes perspectivas foram moldadas ao longo desse período. No livro O Ato Fotográfico (1986), Philippe Dubois define um percurso histórico das posições defendidas, dividido em três partes: a fotografia como espelho do real, a fotografia como tranaformação do real e a fotografia como traço do real.


Nessa postagem eu vou falar um pouco sobre o discurso da fotografia como espelho do real, que preponderou desde o início do século XIX. Acreditava-se não haver interferência do artista, o que conferia grande capacidade mimética à fotografia. Na verdade, o fotógrafo não era considerado artista, apenas reprodutor da realidade. Dubois define a ruptura da arte com a fotografia concebida na época:


"Essa bipartição recobre claramente uma posição entre a técnica, por um lado, e a atividade humana, por outro. Nessa perspectiva, a fotografia seria o resultado objetivo da neutralidade de um aparelho, enquanto a pintura seria o produto subjetivo da sensibilidade de um artista e sua habilidade".


Enquanto o fotojornalismo recai sobre esse discuro, de que reproduz a realidade fielmente, a foto publicitária vem na contramão: assume a manipulação da imagem para cumprir um briefing, vender um produto.


english version

Reality representation x Publicity photography

The relation between image and reality began to be discussed in the 19th century and different perspetives were moulded in this period. In the book The Photographic Act (1986), Philippe Dubois defines a historic course of the positions, separeted in three parts: the photography as a reality mirror, the photography as a reality transformation and the photography as a reality trace.

In this post I’ll talk about the photography as a reality mirror, speech that predominated since the beginning of 19th century. People used to believe that there was no artist interference, what conferred great simulation capacity to photography. Actually, the photographer wasn’t considered an artist, just a reality reproducer. Dubois defines the rupture of art and photography conceded at the time:

“This bipartition recovers clearly a position between technique, on one side, and human activity, on the other. In this perspective, the photography would be the objective result of the equipment neutrality, while painting would be the subjective result of an artist sensibility and hability”.

While photojournalism falls on this speech, that reproduces faithfully the reality, the publicity photography comes in the opposite direction: assumes the image manipulation to accomplish a briefing, sell a product.